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Assista à websérie Gente Awá

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O que une os Awá-Guajá — grupo indígena do Maranhão de pouco mais de 360 pessoas, com parte de sua população em situação de isolamento voluntário nas matas da Amazônia Oriental — aos Guarani-Kaiowá — o segundo maior grupo indígena do país, com quase 50 mil pessoas vivendo uma situação desesperadora em seu cotidiano, marcado por dezenas de assassinatos e suicídios todo ano, além de confrontos diretos com fazendeiros do sul de Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai?

Os Awá-Guajá e os Guarani-Kaiowá representam realidades extremas vividas em duas regiões do país onde hoje é muito distinta a situação dos povos indígenas, no que tange à terra.

É sobre esse assunto que trata a série Gente Awá, realizada pela Noctua – Ideias e Conteúdo, que está sendo lançada hoje. O projeto é financiado pelo Ministério da Justiça e tem curadoria de Renato Janine Ribeiro, Uirá Garcia e Spensy Pimentel. São cinco episódios que documentam a luta indígena pela terra no Brasil.

A série faz um paralelo entre os dois casos: os Awá-Guajá, do Maranhão, e os Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul e, por meio do diálogo com lideranças indígenas, pensadores e especialistas no assunto, busca mostrar que o desafio pelo território continua marcando as comunidades indígenas do Brasil do século XXI.

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Assista o primeiro episódio aqui.

Dia do índio?

No último domingo, 19 de abril, foi comemorado o Dia do Índio no Brasil. Esta data foi criada no governo de Getúlio Vargas, em 1943, através do Decreto de Lei 5540.

Para muitos, a data é uma comemoração; um dia no ano para se lembrar, de forma pouco crítica, a cultura desses diversos povos que atendem pelo nome genérico de índio. Para outros, entretanto, a data é uma oportunidade para se pensar em como esses povos são vistos pela sociedade majoritária e refletir acerca da complexa questão indígena no Brasil.

Veja no vídeo como David Martim, liderança indígena Guarani-Mbya, entende esta questão. David é professor de História, morador da aldeia Ytu, localizada na Terra Indígena Jaraguá – zona noroeste da capital paulista.

Esta pílula foi extraída da websérie Gente Awá, idealizada e produzida pela Noctua para o projeto Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, e será lançada em junho.

Curador de conteúdo da Noctua é nomeado Ministro da Educação

O filósofo Renato Janine Ribeiro, um dos curadores de conteúdo do projeto “A vulnerabilidade das comunidades indígenas contemporâneas no Brasil”, idealizado e executado pela Noctua, foi nomeado o novo Ministro da Educação.

O Projeto é contemplado pelo edital Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, e resultará na web série Gente Awá, que irá discutir o tema da vulnerabilidade territorial de duas etnias indígenas em diferentes estágios de contato com a sociedade majoritária: Guarani Kaiowá [MS], contatados há mais de 350 anos, e Awá-Guajá [MA], recém-contatados e isolados.

A Noctua se sente extremamente honrada por ter Janine como parceiro e preparou um vídeo com fragmentos da websérie Gente Awá com falas do novo ministro. Por meio de suas palavras, podemos enxergar novas perspectivas para a educação brasileira.

Comissão da Verdade

Fotografia: Mariana Fagundes

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) incluiu em seu relatório final um número limitado de 10 etnias indígenas entre as 434 vítimas de graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil durante a ditadura militar entre 1964 a 1985. Segundo o relatório, no período investigado ao menos 8.350 indígenas foram mortos em massacres, esbulho de suas terras, remoções forçadas de seus territórios, contágio por doenças infecto-contagiosas, prisões, torturas e maus tratos. Muitos sofreram tentativas de extermínio.

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